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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A trajetória de Batman no cinema

Há pouco tempo pude enfim assistir, o comentado e premiado, Batman - O Cavaleiro das Trevas . Sei que fui uma das últimas pessoas do mundo a ver o filme, mas realmente tudo o que eu tinha lido e ouvido sobre a produção eram verdades absolutas.

O Cavaleiro das Trevas elevou as adaptações de quadrinhos para um novo patamar. O Coringa de Heath Ledger é uma obra prima, é uma criação definitiva pois mesmo que outros atores venham a interpretar o personagem ninguém chegará próximo de Ledger.Christian Bale mostrou ter nascido para viver o Batman.E mais uma vez Christopher Nolan deixou claro sua genialidade como diretor.

O filme é o segundo da nova ranquia do Batman, mas você se lembra de todas as aventuras dele no cinema? Não? Então, o Cinema em Plamo Geral faz uma retrospectiva das produções estreladas pelo Homem-morcego.

Batman(1989)- Dirigido por Tim Burton e com Michael Keaton no papel principal, o filme levou a clássica atmosfera sombria do Batman dos quadrinhos para o cinema. Conquistou assim os fãs em um quesito sempre contestado em adaptações, a fidelidade ao original. O destaque maior da produção foi a magistral construção de Jack Nicholson para o Coringa. Um ponto relativamente fraco foi o uniforme do morcegão que mais parecia uma aramadura. O elenco contava ainda com Kim Bassinger.

Batman, o retorno (1992)- Repetindo a dobradinha Burton e Keaton, o segundo filme do Batman manteve o espiríto do primeiro.De novo o vilão ganhava destaque, dessa vez com o Pinguim de Dany De Vito e um pouco menos com a Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer. O elenco tinha também Christopher Walken.

Batman, Eternamente(1995)- Joel Schumacher assume a direção e comete um dos maiores crimes contra o tão querido personagem. O filme teve um elenco absolutamente inflado de estrelas, entretanto modificou tudo que havia sido feito pelas duas produções anteriores. Saiam as sombras e entrava o colorido excessiv, isso sem falar no roteiro fraco.O manto do morcego ficou com o mediano Val Kilmer, aparecia pela primeira vez o Robin, o qual foi interpretado por Chris O'Donell. Os vilões eram o premiado Tommy Lee Jones como Duas Caras e Jim Carrey vivendo o Charada(o melhor de todo o filme).Nicole Kidman fechava o cast interpretando uma psicóloga.

Batman e Robin(1997)- Mais uma vez sob o comando de Schumacher, o filme consegue superar seu antecessor em mediocridades.A fórmula é a mesma, elencho cheio de astros e um roteiro fraco. Dessa vez George Clooney assume o posto de Batman, Uma Thurman vive Hera Venenosa e Arnold Schwazenneger é o Senhor Gelo. O filme atenta contra os quadrinhos colocando Bane, o vilão que deixou Batman paralítico, como um ridículo coadjuvante.

Batman Begins(2005)- Após as trapalhadas de Schumacher, estúdios e diretores resolveram deixar o Batman de lado. Só que no começo da ataual década o cinema viu um verdadeiro boom de adaptações de quadrinhos e com isso vieram as especulações e os desejos de um novo filme do Batman. O diretor Christopher Nolan aceitou o desafio de revigorar o personagem e em 2005 surgiu Batman Begins. A produção recontava a história de como Bruce Wayne se tornou Batman. O elenco contava com Christian Bale no papel principal, Lian Nesson com Ra's Algu, Michel Caine como Alfred, Gary Oldman como gordon e ainda Morgan Freeman e Katie Holems.Bataman Begins foi sucesso de público e de crítica.

De acordo com sites especializados, Batman volta ao cinema em 2011 em uma sequência ainda sem título, mas que já começa a movimentar Holywood. Se em O Cavaleiro das Trevas houve uma verdadeira disputa pelo papel do Coringa, dessa vez a briga é pala Mulher-Gato, fala-se em Angelina Jolie, Scarlett Johansson e até mesmo Michelle Pfeiffer. De certo é que o filme será mais uma vez dirigido por Chris Nolan.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cineastas na TV: produções diferenciadas

Na ânsia de apresentar produções inovadoras e mais bem elaboradas , a Globo escreveu um novo capítulo na relação TV-Cinema. A emissora lançou em um mês dois produtos comandados por cineastas e realizados em parcerias com suas respectivas produtoras: a minissérie Som e Fúria dirigida por Fernando Meireles e produzida pela O2 Filmes e a série Decamerão de Jorge Furtado e Casa de Cinema de Porto Alegre.

Ambas as obras trouxeram uma linguagem extremamente diferente da que o público da televisão está acostumado. Som e Fúria em diversas situações fazia uso do flashback e também da elipse (recurso em que se omite cenas óbvias para o telespectador). Já Decamerão apresenta como grande novidade o fato de todo o seu texto ser escrito em versos. Além disso elas também se diferenciavam na construção dos enredos explorando assuntos até certo ponto "virgens" na TV. A primeira mostrava o cotidiano de uma companhia teatral, com todas as suas dificuldades e glórias. E a mais recente se inspira no clássico da literatura realista,"Decameron"de Giovanni Boccaccio, construindo uma comédia de costumes que se passa no período medieval.

Essa troca de influências entre diretores de cinema e profissionais de televisão vem crescendo já há um certo tempo.Por exemplo, Daniel Filho consagrou-se como diretor de novelas e hoje é o cara que mais filma no cinema brasileiro. João Emanuel Carneiro autor do sucesso A favorita foi roteirista do premiado Central do Brasil. Com o crescimento do nosso cinema e com a necessidade da televisão produzir coisas melhores, a tendência é que esse trafégo entre os dois meios fique cada dia maior.Entretanto deixo um pedido ao pessoal da TV; quando investirem em produções do tipo das citadas no texto, façam com um número maior de episódios, pois acho muito pequena a temporada em que elas ficam no ar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Produções nacionais em evidência

Historicamente o cinema brasileiro mantêm um grave problema de empatia com o público.São mais de cem anos de vida onde alternaram-se bons e maus momentos na relação filme-espectador.Mas se levramos em consideração os números do primeiro semestre deste ano, podemos afirmar que está começando um novo belo período para as produções nacionais.

Nos primeiros seis meses de 2009 os filmes brasileiros já alcançaram um número de espectadores maior do que em todod o ano passado. Em 2008 9,1 milhões de pessoas foram aos cinemas para assistir obras da nossa terra, nesse ano já chegamos ao expressivo dado de 9,5 milhões.

Encabeçando esse excelente índice estão os filmes, A mulher invisível , de Claúdio Torres, Divã , de José Alvarenga Jr e o recordista de bilheteria no ano (com mais de 6 milhões de espectadores) Se eu fosse você 2, de Daniel Filho. Em comum entre as três produções está o fato de serem comédias. Se voltarmos um pouco na história do cinema brasileiro veremos que esse gênero sempre dialogou muito bem com a grande massa. Entretanto, acredito que o maior chamariz dos filmes não está ligado ao tipo de história que mostram e sim
ao marketing feito em cima dos mesmos.Todo o trio tem a participação da Globo Filmes e assim obtiveram a programação completa da Rede Globo como espaço para divulgação.É interessante observar isso pois muitos filmes nacionais passam em branco nos cinemas simplesmente pelo fato do público não saber que eles estavam lá. E a Globo Filmes constantemente empurra suas produções para o ranking das mais vistas.

Um outro ponto que pode ser responsavél pelo sucesso desses filmes também diz respeito a televisão. Antigamente tínhamos a linguagem cinematográfica e a linaguagem televisiva, com a o advento do chamado Cinema da Retomada essas duas categorias meio que começaram a se misturar. As citadas produções fazem justamente isso, aproximam o cinema à televisão( mais especificamente à novela) e assim atraem mais o público que muitas vezes não entendia a linguagem clássica cinematográfica.

Seja pelo que for, é muito bom ver o povo valorizando a cinematografia brasileira. E é fato que se as coisas continuarem como estão, no final do ano alcançaremos uma bilheteria que há muito tempo não temos.

>>Trailer de Se eu fosse vc 2


>>Trailer de Divã


>>Trailer de A mulher invisível